Cantalice chamou o texto de “desabafo” e afirmou que foi uma resposta às “diversas provocações” que o PSB e o governador vêm fazendo no ambiente virtual. “O
grupo (que faz a gestão da Rede) está insatisfeito com as críticas
frequentes que o governador vem fazendo a um governo do qual ele
participou por mais de dez anos, entende? Considero legítimo ele
(Eduardo) se candidatar, mas não ficar fazendo críticas como se sempre
tivesse atuado como oposição”, disparou Cantalice, que também é segundo vice-presidente nacional do PT.
O dirigente nacional do PT negou, entretanto, que a publicação refletisse uma posição da Executiva nacional. “Tanto que não foi postado no site do partido”,
afirmou ele, que disse ter dado aval para a publicação. Mesmo admitindo
o tom forte do documento, Cantalice tentou minimizar a repercussão da
nota. “Ele (Eduardo) tem feito críticas sistemáticas a nós. Sentimos
que precisávamos rebater e saiu esse texto. Não pretendemos retirar do
ar ou bloquear. Isso acontece”, afirmou o petista. O Palácio do Planalto não aprovou o ataque, mas também não teceu comentários publicamente.
No PSB, a orientação dada pelo governador é colocar “panos mornos”
no episódio. As lideranças não devem rebater. Apesar da irritação com a
postagem, Eduardo Campos quer reforçar o discurso de que não entrará em
brigas.
Em sua página no Facebook, o socialista
respondeu ao PT de forma curta e enfática – apesar de no mesmo texto ele
mencionar que não se pronunciaria –, classificando a nota petista como “ataque covarde”. “Em
respeito às inúmeras pessoas que mandaram mensagens, direi apenas que
sigo firme no debate de alto nível sobre o Brasil. O resto a gente
ignora. Porque, enquanto os cães ladram, a nossa caravana passa”, provocou Eduardo.
“Adesismo”
Na mesma publicação, o presidenciável
compartilhou a resposta oficial do PSB, de autoria do vice-presidente
nacional da sigla, o deputado federal Beto Albuquerque (RS). O
posicionamento, publicado também no site do partido, avalia a atitude do
PT como “desespero” em meio “à discussão democrática do PSB em ter candidato próprio à Presidência da República”.
A assessoria de imprensa da ex-senadora Marina Silva (PSB) afirmou que
ela não se manifestará. Em tom irônico, a nota petista acusa a
ex-parlamentar de praticar “adesismo puro e simples” por causa da aliança com o PSB. (Fonte/foto: JC Online)







