Segundo a presidenta, toda vez que
um brasileiro e um argentino se encontram, é discutido o tema futebol.
“A única coisa que eu pedi é que neutralidade fosse mantida pelo santo
padre e [que] assim, a ‘Mão de Deus’ não empurrasse a bola de ninguém”,
disse a presidenta, em referência ao histórico gol de Maradona, jogador
argentino, que usou a mão para empurrar a bola em jogo contra a
Inglaterra, na Copa do Mundo no México, em 1986.
“Vim pedir uma mensagem dele sobre
esse posicionamento da Copa do Mundo no Brasil, a Copa das Copas. Pedir
posicionamento quanto à questão da paz e contra o preconceito,
especificamente contra o racismo”, explicou Dilma. Segundo ela, o papa
deve enviar uma mensagem tratando desses temas.
No último dia 12, o jogador Tinga,
do Cruzeiro, sofreu com demonstrações de racismo da torcida peruana
durante jogo da Copa Libertadores da América.
Dilma está no Vaticano para o
consistório, cerimônia em que o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani
Tempesta, será oficializado cardeal da Igreja Católica. O evento ocorre
neste sábado (22) e será seguido de uma missa no domingo (23), para a
qual a presidenta “possivelmente” deve ficar.
“Eu fiquei muito feliz com a
indicação de dom Orani. Acho que a escolha dele é merecida. Além de ser
homem de fé, é pessoa com grande capacidade, solidariedade, que se
interessa pelos movimentos sociais, pelos pobres”, ressaltou.
Dilma presenteou o papa Francisco
com uma camisa da Seleção Brasileira autografada especialmente pelo
ex-jogador Pelé, uma bola de futebol assinada e com dedicatória de
Ronaldo Fenômeno e uma coleção de livros sobre a história dos jesuítas
no Brasil. “Fora uma camisa contrabandeada pelo Gilberto [Carvalho,
secretário-geral da Presidência]. Essa camisa do Palmeiras não valeu,
não é protocolar”, brincou Dilma.
Ela recebeu do papa um terço, uma
imagem do Anjo da Paz e uma medalha para ser entregue a sua filha,
Paula. “Uma medalha que ele me entregou da forma muito humana que ele
tem”, contou Dilma.
Apesar de estar previsto, o encontro
de Dilma com o presidente italiano,Giorgio Napolitano, pode não ocorrer
devido aos compromissos do chefe de Estado. “Eu tenho todo interesse de
encontrar com o presidente. Acontece que amanhã tudo indica que vai ser
formado um novo governo”, relatou a presidenta, em entrevista a
jornalistas após o encontro com o papa. (Agência Brasil)







